Hospital - Santa Casa de Araraquara

 

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Celebrado no dia 28/06, o Dia do Orgulho LGBTQA+ pede por respeito e empatia

02-07-2020

Acreditamos que, ao nos posicionarmos de forma inclusiva, abrimos espaço para um ambiente acolhedor, de escuta qualificada, de apoio à diversidade e, consequentemente, de contribuição e valorização ao coletivo.

Quando colaboradores se entregam de forma integral ao trabalho, sem barreiras invisíveis ou qualquer sensação de impedimento, o ambiente se torna mais produtivo, mais criativo.

Queremos construir times fortes, encorajar a receptividade da diversidade e condenar atitudes preconceituosas. Para isso,devemos instruir. Contamos com treinamentos dedicados à inclusão dentro do hospital.

Ainda temos um longo caminho de aceitação pela frente e sabemos que o nosso trabalho está longe de terminar, mas estamos firmes nessa direção. São pequenas conquistas diárias. Hoje, por exemplo, já adotamos o preenchimento do nome social dos nossos pacientes em prontuários, sistemas, fichas cadastrais e pulseirinhas de identificação. Pode parecer pouco diante da magnitude das inconformidades da nossa sociedade, mas pequenas ações podem minimizar, ou afastar, o constrangimento durante atendimentos.

Durante uma conversa muito elucidativa, entre os departamentos de Humanização e de Comunicação, com um colaborador transgênero do Serviço de Nutrição e Dietética do hospital, algumas situações muito comuns no dia a dia de pessoas assumidamente gays, lésbicas, transexuais, transgêneros e afins ficaram evidentes. Como evitar a ida ahospitais e outros locais públicos, mesmo quando necessitam de atendimento, por não se sentirem acolhidos.

O técnico de Nutrição, Nathan Veltri, de 26 anos, atua no hospital há quatro anos ejá trabalhava na Santa Casa de Araraquara quando iniciou seu processo de transição. Ele nos contou como sempre se sentiu acolhido e próximo de sua equipe: “a equipe de profissionais que trabalha comigo me deu suporte e carinho desde o início, tanto a minha liderança quanto os meus colegas de trabalho. Nunca me senti separado do grupo.”

O processo foi acompanhado pelo departamento de Humanização e pela Coordenação do Serviço de Nutrição e Dietética, abrindo rodas de conversa com equipes que mantinham contato com o colaborador. “Houve conversas entre a minha liderança e equipes, explicamos a mudança que aconteceria e trabalhamos para que a aceitação permanecesse. Hoje, são essas minhas colegas de trabalho que repassam as condutas que assumimos às novas contratações”, e continua, “é emocionante atravessar essa transformação e receber apoio daqueles que passam a maior parte do dia comigo”.

As mudanças aconteceram também dentro do setor de Recursos Humanos quando, pela primeira vez, o nome social de um colaborador passaria a constar em seu holerite e crachá de identificação. Tendo em vista que nome civil e nome social são coisas distintas: enquanto o primeiro diz respeito apenas ao registro civil do nascimento, o segundo retrata como esse indivíduo se reconhecesse e se identifica na sociedade. “Na dúvida, é sempre melhor perguntar ‘qual o seu nome?’, a pergunta não ofende e demonstra interesse”, auxilia Nathan que continua, “espero que as pessoas sejam mais humanas umas com as outras”.

É, Nathan, estamos de acordo, é de empatia que o mundo precisa. E é, por isso, que treinamentos de conscientização a respeito da importância do uso do nome social de um indivíduo, e outras atitudes que envolvem acolhimento, continuam ganhando espaço no hospital. 





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